
O dia começa nas estufas de ananás, um clássico em São Miguel. Aqui, o ambiente é diferente. O cheiro a terra, a humidade, o calor do vidro. Os ananases crescem devagar, como manda a tradição dos Açores. No final, há sempre tempo para provar o licor de ananás. Quem gosta, repete. É mesmo especial.
Seguimos caminho até às Sete Cidades. A estrada sobe e, de repente, aparece o miradouro da Vista do Rei. A vista fala por si: as lagoas, azul e verde, lado a lado, envoltas pela cratera. Parar aqui é obrigatório. Muitos aproveitam para tirar fotografias. É uma das imagens de marca dos Açores.
Descemos para o interior da cratera. A Lagoa de Santiago está ali, cercada de árvores e vegetação. O silêncio faz parte do cenário. Antes de chegar ao centro da freguesia das Sete Cidades, há sempre aquela sensação de tranquilidade. A vila é pequena, simples, genuína. Ideal para uma breve visita e para conhecer o dia-a-dia local.
No regresso, o Pico do Carvão. Daqui, vêem-se as duas costas da ilha de São Miguel. Por um lado, o Atlântico. Por outro, o verde a perder de vista. Mais um local para parar, observar, respirar fundo. Termina-se o dia com a certeza de ter vivido o verdadeiro espírito dos Açores.